número 12

Editorial

UMA APÓSTOLA DA CULTURA

O décimo segundo número da revista Calibán chega com características de apóstola da cultura brasileira. Acreditando em seus pensamentos e seus ideais, lançou-se ao mundo e o percorreu por todos os recantos possíveis. Vem ao longo desse tempo em combate de sobrevivência contra o império midiático, colhendo aqui, acolá, um discípulo que também acredita na missão salvadora da cultura.

No Brasil, por falta de tradição, a vida de revistas literárias, de poesia, de artes e de cultura em geral, são indiscutivelmente curtas. Muitas não vão além do primeiro número e, quando muito, sobrevivem, em média, ao terceiro.

Eis o heroísmo de Calibán. Avança de vento em popa com seu décimo segundo exemplar. Milagre? Não. Sonhos, trabalho sério, persistente e, acima de tudo, a qualidade de seus colaboradores.

Nesta edição, além de Ensaios de nomes consagrados da cultura brasileira, destaque para o estudo de Joaquim Cardozo sobre Manuel Bandeira, escrito em 1925. Voltamos com Artes plásticas no Brasil, desta vez Walmir Ayala escrevendo sobre Ceschiatti, Literatura brasileira contemporânea, Poesia Estrangeira, Ciência e Literatura, e, como sempre, Resenhas.

Salientamos, com merecida reverência, a homenagem que Calibán faz ao poeta e crítico de poesia César Leal, por ocasião dos seus 85 anos de vida.

É para essa missão que nós, que compomos e fazemos Calibán – Uma revista de cultura, convidamos a todos, os que a conhecem e os que ainda irão conhecê-la, para agregarem-se a essa caminhada consciente e prazerosa em busca da melhor expressão da Cultura.

Os editores